Imagine a cena: Carrie Bradshaw sentada à janela do seu apartamento no Upper East Side, cigarro (ou uma taça de vinho) na mão, encarando a tela do laptop. O que vem a seguir? Você já sabe.
“Será que o Big…” Brincadeira! (Ok, nem tanto).
Mas o que vem mesmo é a frase clássica: “I couldn’t help but wonder…” (“Eu não conseguia deixar de me perguntar…”, em bom português).
Ela repetia essa estrutura em praticamente todo episódio. Todo texto da coluna dela começava com uma pergunta. Era previsível? Sim. Era chato? Jamais. Era a marca registrada dela.
No mundo da criação de conteúdo, existe um medo paralisante de “ser repetitivo”. A gente acha que precisa inventar a roda todo dia, senão o público vai enjoar. Mas a verdade é o oposto: quem não se repete, não é lembrado.
Se você quer construir uma marca forte, você precisa superar o medo da redundância. Você precisa da Tática Carrie Bradshaw.
⭐ A Repetição Cria a Fama
Pense nos maiores ícones pop ou nas marcas que você ama. Todos eles se repetem.
- A Anna Wintour usa o mesmo corte de cabelo e óculos escuros há décadas.
- A Netflix sempre inicia suas produções com o famoso “tudum”.
- A Carrie Bradshaw repete seus questionamentos sobre relacionamentos (e sapatos).
Na internet, onde a atenção das pessoas dura segundos, a repetição é a única ferramenta que garante que a sua mensagem vai fixar. Se você fala sobre “estratégia de vídeos” hoje, amanhã fala sobre “receita de bolo” e depois sobre “viagem”, ninguém sabe quem você é.
Repetir não é falta de criatividade. Repetir é fixação de mensagem.
Quando você repete um tema, um bordão ou um formato visual, você está treinando o cérebro da sua audiência para reconhecer você no meio da multidão.
👉 E para te ajudar a manter essa constância sem surtar, nós temos uma ferramenta. Quem faz parte da nossa Newsletter recebe gratuitamente o Planner Semanal para Creators. É o espaço perfeito para você organizar o que vai repetir essa semana e garantir que sua marca seja lembrada.
🍸 O “Big” Problema
Porém, aqui vai o alerta de perigo. Branding não é só sobre o que você faz de bom. É sobre tudo o que você repete.
Se a repetição cria a marca, o que acontece quando você repete inseguranças, reclamações ou caos? Você vira a marca do problema.
Lembra quando a Carrie terminou com o Mr. Big (pela milésima vez)? Ela falava disso sem parar, analisava cada detalhe, cada erro, cada “e se…”. Ela repetiu tanto esse comportamento obsessivo que a marca pessoal dela deixou de ser “a colunista divertida” e virou “a amiga insuportável”.
O resultado? As amigas fizeram uma intervenção e mandaram ela para a terapia.
A audiência não aguenta repetição tóxica. A lição é clara: cuidado com o que você repete nos seus stories e posts.
- Se você vive reclamando que o algoritmo é ruim, sua marca é “a reclamona”.
- Se você vive pedindo desculpa por sumir, sua marca é “a inconstante”.
- Se você vive falando que está cansada, sua marca é “a exausta”.
Tudo o que você repete vira sua identidade. Escolha repetir sua autoridade e sua solução, não seus problemas de bastidores.
📂 Briefing para o Creator
- Encontre o seu “I couldn’t help but wonder”: Qual é a frase, o formato ou o tema que você quer que as pessoas associem a você imediatamente? Se você pudesse ser resumida em uma frase, qual seria? Comece a usar isso nos seus textos e vídeos intencionalmente.
- Auditoria da “Reclamona”: Dê uma olhada nos seus últimos 15 dias de Stories. O que você tem repetido sem perceber? Reclamações sobre o tempo? Desculpas por não postar? Indiretas? Se encontrar padrões negativos, corte. Lembre-se: repetição fixa imagem. Não fixe a imagem errada.
- O Poder do Elemento Visual: Carrie tinha o colar com o nome dela e os sapatos Manolo Blahnik. Qual é o seu elemento visual de repetição? Pode ser uma cor específica, um cenário, um batom ou até o jeito de editar. Escolha um elemento para repetir essa semana em todos os conteúdos.
🌃 Conclusão
Não tenha medo de ser um disco arranhado, desde que a música seja boa. A repetição é a mãe da autoridade.
Se a Carrie Bradshaw tivesse mudado de assunto a cada coluna, Sex and the City não teria durado seis temporadas (e a coluna ia precisar mudar de nome, né?). Encontre sua mensagem, repita com orgulho e faça com que, quando alguém pensar no seu nicho, seja impossível não pensar em você.



