Lembra da Charlotte York desfilando pelos corredores da galeria de arte nas primeiras temporadas de Sex and the City? Ela não estava lá para pendurar qualquer quadro na parede só pelo hype. Ela estava lá pela curadoria. Pela profundidade. Pelo valor real da obra.
Corta para o feed de hoje. As redes sociais viraram uma galeria caótica, abarrotada de conteúdos rápidos, cópias de cópias e vídeos de 15 segundos que você esquece antes de passar para o próximo. E o público? O público não está só cansado. Está saturado.
Se você, creator, sente que a corrida dos ratos pela viralização perdeu o sentido, respira. Você não está louca. Estamos entrando na Era da Curadoria. Bem-vindo ao Modo Charlotte York.
🍔 A Ressaca do Conteúdo Fast-Food
Durante anos, o mercado vendeu a ilusão de que precisávamos de números gigantescos. Era a lógica da “ficada de uma noite” aplicada ao marketing: conquiste o like rápido, garanta a dopamina, e dane-se se vão te esquecer amanhã.
Mas os dados não mentem: o comportamento tá mudando. O crescimento explosivo de plataformas como Substack e o retorno triunfal das Newsletters (crescendo mais de 40% ao ano) são o sinal de que a audiência cansou do barulho.
As pessoas não querem mais conteúdo. Elas querem um conteúdo melhor. Elas buscam alguém que filtre o caos, que tenha repertório e entregue algo que valha o tempo delas. Um curador, não um papagaio de algoritmo.
💔 Trey MacDougal vs. Harry Goldenblatt
Para entender essa mudança, vamos para a análise clínica da vida amorosa da Charlotte.
O “Trey MacDougal” é aquele post dos sonhos. No papel, ele é perfeito: estética impecável, luz correta, trend do momento e aprovado pela sociedade. Ele é o vídeo que bate 1 milhão de views. Mas, na prática? Ele brocha. Não existe conexão emocional. As pessoas curtem pela beleza, mas não leem a legenda, não salvam e não te compram. É um relacionamento de fachada: status lá em cima, intimidade zero. Quando a superfície racha, não sobra nada.
O mercado agora está desesperado pelo “Harry Goldenblatt”. O Harry não tem a estética do Pinterest. Ele é aquele vídeo gravado depois de acordar com uma reflexão profunda, é o texto longo que exige paciência, é o carrossel denso que ensina de verdade. À primeira vista, ele não é tão atraente quanto o viral. Mas ele oferece a santíssima trindade de qualquer perfil: lealdade, estabilidade e devoção. É esse conteúdo “Harry”, imperfeito, mas real, que faz a audiência se apaixonar por você, e não apenas pela sua foto. Ele é quem sustenta a operação, defende sua marca e paga os boletos.
👉 Falando em Harry, nós praticamos o que pregamos. Se você quer fazer parte da nossa base VIP e receber curadoria real longe do caos do feed, assine a Newsletter do Briefing Pop. De quebra, você ganha nosso Planner Semanal para Creators gratuito para organizar sua produção e parar de surtar.
💅 O Modo Charlotte York
Muitos acham que ser estratégico com seu branding pessoal é virar uma Clean Girl, vestir bege, um blazer e falar baixo. Errado. O “Modo Charlotte” não é sobre ser passiva ou neutra. É sobre ser inabalavelmente você mesma. Até porque, alerta de spoiler: a estética Clean Girl já está datada. Quem tenta surfar em toda trend, acaba se afogando no raso.
Charlotte era a romântica incurável num grupo de cínicas. Ela bancou a própria personalidade. A lição é: sua curadoria tem que ter o seu DNA.
- É caótica e colorida? Ótimo, assume isso.
- É low profile e minimalista? Perfeito, sustenta.
O público não busca perfeição, busca coerência. Tentar ser “estratégico” fingindo ser quem não é tem um nome: falsidade. A audiência sente o cheiro de longe.
Charlotte foi chamada de exigente. Disseram para ela “baixar a régua”. Ela recusou. E terminou com o relacionamento mais sólido da série. O creator de hoje precisa ter essa audácia. Pare de tentar agradar o algoritmo (que é um namorado tóxico e instável) e comece a agradar sua comunidade. Ser levado a sério começa quando você para de aceitar migalha de engajamento.
📂 Briefing para o Creator
- Faça a Curadoria da Galeria: Abra seu feed agora. Olhe os últimos 9 posts. Quantos foram pro algoritmo (Trey) e quantos foram pra sua comunidade (Harry)? A meta da semana é equilibrar essa balança. Chega de postar por postar.
- Teste a Profundidade (Sem medo de flopar): Poste algo que exige tempo. Uma legenda longa, um vídeo de 3 minutos, um carrossel denso. Quem consumir isso até o fim é sua audiência real. Valorize quem fica.
- Defina sua “Assinatura”: Qual é a sua marca que não depende de trend? Um bordão? Um cenário? Uma edição específica? Traga isso com força no próximo post. Imprima sua identidade.
A era da viralização não morreu (são esses posts que ajudam na chegada de mais seguidores), mas a Era da Influência Real é quem constrói carreiras. Não tenha medo de ser a “chata” exigente com o que você posta. No final do dia, quem constrói legado não é quem grita mais alto, mas quem tem a melhor história para contar.



